Quem nasceu primeiro, a Arte ou o Artista? - Por Juliane Maia


24 Aug
24Aug

Foto: Vlad Fonsart 

Bem sabemos da quantidade e da qualidade dos artistas nossa cidade, também já sabemos o quanto a arte faz parte da nossa vida. Respiramos inspirações a todo momento: leitura, filme; série, música; fotografia, pintura; canto, dança e por aí vai… 

Inspiração de alguém que viveu e sorriu, que sofreu, que se reconstruiu, que torceu e venceu. Que perdeu, mas não desistiu. E, de quem deixou doer, seja no poema ou numa música romântica. De quem teve coragem para falar de guerras e até mesmo de política, daquela forma sublime, que só o artista sabe fazer.

Se tem sentimento + expressão, é arte.


Uma receita infalível para construir a cena: para ser Arte precisa ser único!


E me diga, o que há de mais único do que o sentimento e a expressão que pulsa em cada ser humano?

Não tem como ser igual! Não confunda arte com estética. Estética tem sim, a ver com simetrias, mas ela está ligada aos padrões que a sociedade determinou como ser ou não “belo”. Como já questionava, Platão: “O que é o belo? Não vamos falar dele, hoje, mas abra sua mente para pensar sobre esta resposta.

“Belo” não é só o que está no museu do Louvre ou no Masp. Minha perspectiva, é de que “belo” é o movimento, a transformação, o pulsar do olhar versus a expressão, que um humano é capaz de identificar e trazer ao mundo, para ser contemplado pelo outro.


Mesmo que você não concorde com isso, mesmo que você não considere isso como a sua definição de “belo”, é importante saber separar a sua, da minha, e da nossa visão, o que se considera por beleza.


Observar é um ato “belo”.

Sentir é um ato “belo”.

Sentir o outro é um ato “belo”.Foto: Rezha Fahlevi


A cor, o formato e o estilo são apenas ferramentas de expressão. É um método utilizado para vivenciar e expressar. Você pode não gostar do estilo, da música, da cor ou do formato, mas você não é a última bolacha do pacote né, bem ? rs nem tudo foi feito para você ou para mim. O artista também tem o seu público específico, baseado em sentimentos, vivências… experiências semelhantes a dele.

Por exemplo: alguém que trabalha debaixo do sol do Rio de Janeiro, todos os dias, não possui as mesmas vivências, dores ou alegrias de quem mora no sul do país. Mesmo que tenham faixas de rendas, idades e gêneros parecidos, entre si. Então o que faz com que as mesmas se conectem?

Tem a ver com simples fato de ser uma experiência expressada, de alguma forma em que, como uma mágica, a outra pessoa é tocada, normalmente por já ter passado/vivido ou sentido aquilo, que o outro tentou expressar, mas que até então, estava só do lado de dentro do ser. (Utilizo aqui a palavra expressar e não falar, pois nem sempre a arte é falada). Ou seja, a semelhança. Porém, quando isso não ocorre, ainda podemos usar empatia, como uma lupa para gerar a capacidade de compreensão, e não a de julgamento.


Você é livre. Mas tente ler nas entrelinhas. Você pode aceitar o convite para se abrir a novas perspectivas, com apenas o objetivo de conhecê-las, sem que se sujeite a se persuadir.


Uma outra curiosodade, é que, a arte não precisa ter ligação com a fama. Existem milhões de artistas anônimos, inclusive ao seu lado, aí no trabalho. Compositores, poetas; cantores e escritores. Todo aquele que se expressa em sua performance e se alivia através dela, é um artista. Todo aquele que tira o peso do peito ao escrever, pintar; cantar, dançar ou atuar, mesmo que incompreendido, mesmo que não aceito ou considerado, é, sim, um artista. Quer você queira quer não!


Além deles estarem ocultos ao seu lado, esse artista pode também estar como um quidam solitário, aquele que dentro de nós que grita, canta e sonha, para ser liberto, visto e aceito. Dessa vez, não pelo mundo, mas sim, por si mesmo.


Esse é o primeiro post, o primeiro texto de uma série que será desenvolvida, para o quê artisticamente chamamos de “crítica”. Ainda não sei o quanto estamos preparados para essa palavra. Ela tem origem e um significado amplo, então vamos simplificá-la para “opinião”. Agora, além dos colunistas aqui no Mogi Terra do Caqui, teremos esta coluna, crítica da arte.


Sempre relutei em dar minhas opiniões, por conta da postura de jornalista não permitir. Sempre preferi às entrevistas. Conhecer as histórias das pessoas me reconstruiu, me trouxe de volta a crença no ser humano, em sua bondade e em sua capacidade de evoluir em conjunto, após eu ter passado por uma longa fase difícil em minha vida. Não vou negar que, a pandemia aflorou em muitos de nós a necessidade de nos posicionarmos, diante dos fatos. Contudo, não falarei do todo simplesmente, mas de dentro do todo.

Como assim, Ju?


Quase todos os problemas do mundo estão ao nosso redor. Quase todas as coisas boas do mundo, estão ao nosso redor... mas em proporções diferentes! Então, por que não começar pelo que está mais próximo, que é o que está ao nosso alcance?

Aos poucos você poderá entender melhor o que eu quero dizer com isso.

Não que seja um grande mistério, apenas que quero construir isso, de maneira leve e com a participação de todos que leem. Para que você tenha a liberdade de interpretar e tomar para si, aquilo que se percebe como sua própria verdade, e não impor a minha, apesar de ser uma opinião.


A ferramenta principal, será através do olhar da arte que foi produzida por outros artistas e movimentos desta cidade. Buscar entendimentos e discussões sobre suas obras, para que, quem sabe, sejam melhores interpretadas por quem ainda não possui laços estreitos com a veia artística e com suas linguagens sensoriais.


Tentarei postar toda semana, por isso, fique comigo, cadastre seu e-mail, solicite entrar na lista de transmissão do What´sApp, coloque o site nos seus favoritos, para você ficar por dentro de tudo que vai rolar.

Isso tudo, faz mais sentido, com a sua presença e participação. Compartilhe e chame os amigos.


Garanto que será um grande bate-papo!!!


Vem? ;)


DIA 24 DE AGOSTO, DIA DO ARTISTA

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